quinta-feira, 22 de janeiro de 2015



O poeta está sempre renascendo - Colagem e guache sobre papel - 1998 -



Poema 2015 / 5 - 22 jan. 2015.

O poeta está sempre renascendo

O poeta está sempre renascendo.
Há nele um fermento novo, um adubo,uma terra fértil, uma intenção,uma palavra no cio.

O poeta está no seio das coisas
imaginadas por aves em pleno voo.
O poeta está ainda nos frutos da infância, nos acenos dos antigos.

Ainda nas cortinas da invenção,
de janelas abertas.Um manancial
de sílabas retidas até o momento
da floração!

Uma água que corre nos adjetivos das canções.Tece nos barulhos do verso as amarras e o som de uma nova estação sob as bênçãos do arco-íris.

O poeta, no que fica e no que vai, na batida das horas, nas lembranças do amor e no silêncio do descaso, nisto e em tudo,

constrói os alicerces do poema,
o poema que completa o dia. Eu falo do poema, daquele que enche tua alma de coisas já esquecidas.


José Benedito Maciel

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Peixe Grande - colagem sobre papel - Ano 2000? -

Poema 2014 / 16
31 / 12 / 2014.
Por todas as esquinas que passei,
Por todas as margens que alcancei,
Por todas as beiradas onde cheguei,
Por todas as lutas que sozinho travei.
Por todas as marcas que a vida me deu,
Por tudo, e por muito mais que não mencionei,
Por todos os poemas que ficaram ocultos no silêncio,
Por todas as cores que não soube trazer à luz,
Mesmo por todos os caminhos que não trilhei,
E por todas as jornadas que a vida me proporcionou,

Eu digo: Eu vivi!!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014


Desenho meu de 1993 - junho - Feito com caneta esferográfica, lápis de cor, giz de cera e tinta guache.

domingo, 30 de novembro de 2014





Poema 98 / 22 - 24 dez. 1998

" Sou um sonhador de muito esperar.
Sou capaz de inventar um mar
de sementes germinando portas abertas
para que desejar atravessá-las.

Sou capaz de ir aos quatro cantos
do vento para ver tua silhueta de ninfa,
borboleta de cetim, espelho de rosas.

Ainda possuo o hálito das estrelas.
Meus olhos possuem canteiros de primavera.
Não são flores, são rostos a sorrir."

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Memória de menino - desenho premiado


Desenho meu - "memória de menino " - premiado - 1º lugar - na VI exposição de artes da EEAR - Escola de Esp. de Aeronáutica - Outubro de 1998 - em Guaratinguetá - SP

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Hoje fui pescar. Uma tarde de lambaris e nhacundás ( iacundás ) - abaixo, um poema de 2009 que fala destes momentos mágicos.

POEMA 2009 / 1

23 / 03 / 09

"Nos rastros de insetos;
nas marcas que a água faz na areia;
nos cristais de outros tempos;
no gorjeio dos pássaros;

o que procuro por entre as pedras,
                      nas tardes de verão?

Ser menino de novo!

Às vezes, vejo minha sombra
como a de um menino
seguindo as pegadas de aves na areia.

Ainda vejo coisas como
em vidrinhos mágicos.
Soletro versos esquecidos desde
a infância,
e então, vejo asas de borboletas
e passeio nos jardins da memória."

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que me faz ser poeta.
páginas de meu livro de artista de 2013. Colagem e guache.Setembro 2013

O que me faz ser poeta.
Outros poetas me fazem poeta.
Outros poemas me fazem poeta.
Quando ouço o som de uma palavra bonita, penso em ser poeta.
Quando vejo uma palavra bonita, digo: – “sou poeta.”
Quando um pássaro canta numa árvore próxima, digo: “ –quero ser poeta.”
Quando ouço a voz da amada, sinto ser poeta ouvindo o som do chamado.
Memórias e invenções me fazem poeta.
As canções que me fazem feliz me ensinam a ser poeta.


Garimpo as palavras para encontrar o interior do poema.
Um poeta está sempre escrevendo novas páginas, mesmo que não sejam palavras.