sábado, 18 de abril de 2015

O  poeta em doze meses.

16 Abril de 2015

Entrou em janeiro de portas abertas;
em fevereiro andou no ritmo das horas festivas;
Para março reservou sua melhor história de amor;
No mês de abril colheu as últimas frutas do quintal. Era outono.
Em maio desocupou espaço para preenchê-lo com novas palavras;
Para junho alugou uma casa de campo para apreciar os pássaros;
No mês de julho, saiu para conquistar novos horizontes;
Já em agosto, se acomodou nas sombras do inverno;
Em setembro sentiu que poderia amar novamente. Era primavera.
No mês de outubro sonhou que era criança;
Em novembro, chorou ao lembrar dos antigos;

Em dezembro fez um reforço na esperança 
para que ainda houvesse portas em janeiro. Já era verão.


sábado, 21 de março de 2015

Romeu e Julieta - 1985. Tamanho A4 -

Poema 2015 / 3

15 Jan. 2015 – Ubatuba

Enquanto escrevo estas linhas,
refletidas nelas estão outras linhas
de outras infâncias.

O que no poema não está,
encontra-se preso 
nos canteiros do coração.


O que o verso não diz, 
escrito está nos vazios entre as palavras.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015



Lembrando você. 1976 - desenho sobre papel - lápis de cor, giz de cera, caneta esferográfica. Tamanho - Folha A4.

Poema: 

Pertences

13 Jan. 2015 – Ubatuba

Que parte da palavra me pertence?
A que parte do poema pertenço?

Em que endereço estão meus versos?

São tantas as vertentes.
São tantos as esquinas.
São tantos os esquecimentos!

São tantos os dias vazios – o poema não nos visita.

São tantas as coisas que de fato não nos pertencem.
Porém,
são tantas as coisas que sempre nos pertenceram.

Eu.

eu, de fato, pertenço ao tempo único de nossa canção.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quadro feito por mim de novembro a dezembro de 2014. título: "Sonho possível" - Colagem sobre tela de 50 x 40 cm.



Poema 2015 / 2

Celeste

14 Jan. 2015 – Ubatuba - SP - Brasil

Depois do banho, seu cabelo
se enrola em espiral na nuca,
como uma cifra, uma clave de sol,
e nossa canção prossegue
num beijo suave seguido de
sorrisos.

Basta o momento para o poema
Prosseguir.

Basta o adereço inesperado
para surgir a canção
que nos conduz ao céu

          que nos pertence.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015



O poeta está sempre renascendo - Colagem e guache sobre papel - 1998 -



Poema 2015 / 5 - 22 jan. 2015.

O poeta está sempre renascendo

O poeta está sempre renascendo.
Há nele um fermento novo, um adubo,uma terra fértil, uma intenção,uma palavra no cio.

O poeta está no seio das coisas
imaginadas por aves em pleno voo.
O poeta está ainda nos frutos da infância, nos acenos dos antigos.

Ainda nas cortinas da invenção,
de janelas abertas.Um manancial
de sílabas retidas até o momento
da floração!

Uma água que corre nos adjetivos das canções.Tece nos barulhos do verso as amarras e o som de uma nova estação sob as bênçãos do arco-íris.

O poeta, no que fica e no que vai, na batida das horas, nas lembranças do amor e no silêncio do descaso, nisto e em tudo,

constrói os alicerces do poema,
o poema que completa o dia. Eu falo do poema, daquele que enche tua alma de coisas já esquecidas.


José Benedito Maciel

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Peixe Grande - colagem sobre papel - Ano 2000? -

Poema 2014 / 16
31 / 12 / 2014.
Por todas as esquinas que passei,
Por todas as margens que alcancei,
Por todas as beiradas onde cheguei,
Por todas as lutas que sozinho travei.
Por todas as marcas que a vida me deu,
Por tudo, e por muito mais que não mencionei,
Por todos os poemas que ficaram ocultos no silêncio,
Por todas as cores que não soube trazer à luz,
Mesmo por todos os caminhos que não trilhei,
E por todas as jornadas que a vida me proporcionou,

Eu digo: Eu vivi!!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014


Desenho meu de 1993 - junho - Feito com caneta esferográfica, lápis de cor, giz de cera e tinta guache.