domingo, 21 de junho de 2015

Poema 2015 / 13

11 / 6 / 2015.

Tecemos

Tecemos as amarras do muito esperar.
Tecemos o som e o calor da fé.

Recriamos as veredas da infância.

Quando estamos fora de nosso paraíso,
lançamos os braços em busca
dos frutos que já não existem.

Tecemos nossa âncora com fios de esperança.

Andamos de mãos dadas e recriamos nossos segredos mais doces.

Tecemos a memória do amanhã quando nos encontramos e nos beijamos.

Reaprendemos a poesia das coisas simples de cada dia.


Poema - Ainda não é o paraíso
                                   Quadro sonho possível.  Colagem sobre tela. 50 x 40 cm - 2014

Ainda não é o paraíso.

07 / 6 / 2015.

Nem mesmo sonhamos a viagem,
mas aqui estamos nesta jornada
de braços estendidos, asas abertas, 
coração de menino, veias grossas de esperança.

Nem mesmo cremos no dia que viria, 
mas aqui continuamos neste sonho, 
de olhos abertos, com pés que doem 
por cruzar o caminho de pedras.
Sempre há uma pedra no caminho.

Sempre há um desvio, um esforço extra, 
para se alcançar a outra margem. 
A outra margem. Do outro lado: o paraíso. 
The other side of the heaven!


Prosseguimos!

domingo, 7 de junho de 2015

O poema sustenta o paraíso
                                                                          Colagem e pintura em folha A4.


Poema 2015 / 11


O poema sustenta o paraíso

07 / 6 / 2015.

O poema sustenta a esperança.
Nele o verso contém a forma de uma ave.
Alçamos voo!

Nele ( no poema ) somos pássaros.
Alcançamos o outro lado do paraíso.
The other side of the heaven.

Saciamos nossa sede na palavra amor.
Porque ela é viva. Possui quadratura e espaços infinitos.

Saciamos nossa fome no verso amigo. 
Porque ele possui os verbos da esperança.
Possui objetos que circulam entre nossos frutos desejados.

O poema sustenta nosso paraíso!


Our side of the heaven!
Não sei quantos verbos são necessários para ser feliz.



Poema 2015 / 7

02 / 4 / 2015

Poema

Não sei quantos verbos são necessários para ser feliz.

Nem sei quantos versos completam um poema de amor.

Não sei quantos temperos são necessários para compor nossa alegria.

Nem quantos adjetivos pertencem ao verbo perpetuar.

Quantas manhãs pertencem ao verbo recomeçar, ainda não descobri.

Mas, talvez, duas coisas eu saiba:
é que para o poema são necessários dois momentos, o momento da escrita e outro no espanto da leitura e que agora aos sessenta, ainda carrego as esperanças da infância.

sábado, 6 de junho de 2015

Gratidão. Poema e pintura



                                          Pintura sobre papel A4. Ano:200
Gratidão

06 / 6 / 2015

Sinto falta de escrever um poema. Qualquer coisa.
Mesmo que seja um verso para dizer: Estou vivo!

Nunca pus um fim na palavra amor,
porque a esperança nunca morre.
Está na respiração,
está em cada passo e mesmo
nos degraus deste templo,
nas pedras em que pisamos,
nas sombras que deixamos de notar, 
por ser tão intensa a luz diante do altar de Deus.

Existem tantas coisas para serem lembradas com ternura,
Guardadas a tantas chaves quantas possíveis.
Seguras no lugar único onde podemos dizer: Sou grato!

E por saber que existo por um milagre,ser grato é minha redenção

domingo, 10 de maio de 2015


Para que serve um poema?
17 / 4 / 2015

Para que serve um poema?
Para que serve uma árvore?
Para que serve uma nuvem?
Se tudo caminha para um fim?

Mas qual é o fim? – Um buraco negro, 
ou a luz do paraíso?


Esqueçamos o fim. O milagre está no agora. 
Porque, no poema, 
estou sempre alçando meu voo; 
e nos versos de nossa canção, 
tecemos nossas vestes de eternidade!







Página de meu livro de colagem de 2013. outubro de 2013.

sábado, 18 de abril de 2015

O  poeta em doze meses.

16 Abril de 2015

Entrou em janeiro de portas abertas;
em fevereiro andou no ritmo das horas festivas;
Para março reservou sua melhor história de amor;
No mês de abril colheu as últimas frutas do quintal. Era outono.
Em maio desocupou espaço para preenchê-lo com novas palavras;
Para junho alugou uma casa de campo para apreciar os pássaros;
No mês de julho, saiu para conquistar novos horizontes;
Já em agosto, se acomodou nas sombras do inverno;
Em setembro sentiu que poderia amar novamente. Era primavera.
No mês de outubro sonhou que era criança;
Em novembro, chorou ao lembrar dos antigos;

Em dezembro fez um reforço na esperança 
para que ainda houvesse portas em janeiro. Já era verão.