sábado, 22 de agosto de 2026

 Quando digo poema


( DO MEU LIVRO: MEU POEMA É QUANDO )

22 janeiro 2022

Quando digo poema,

digo amor,

digo fé,

digo isto e aquilo,

digo tudo e quase nada,

digo estou aqui,

digo venha me conhecer.

 

Digo que o poema deve permanecer.

 

Quando digo poema, digo que a esperança dever continuar.

 

Digo que aprendi a colher frutos desde cedo,

digo que aprendi a buscar flores por entre pedras,

digo que aprendi a nomear coisas esquecidas.

 

Quando digo poema,

digo que preciso continuar a regar o jardim,

digo que aguardo

a luz,

a sombra,

a janela,

a fresta.

Digo que, desde manhã,

aguardo  o sinal aberto

de tua chegada.


 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Poeta 

 Poeta

Escrito em 17 de julho de 1994

Reescrito em 10 de agosto de 2026

1

Um manancial de

estrelas te aguardam.

 

Não te entregues aos

teus sentidos vãos.

 

Tua redenção está no

sonho, no corpo, e

mesmo na fome dos

pássaros.

 

Semeia amparos e teu

rosto será uma máscara

de um breve canto

espalhando palavras

ao vento.

 

2

Tua jornada é uma

escada para a fábula.

 

Um caminho que saúda

tua sombra de pedra e fogo.

 

Possuis as margens de

um rio que corre entre a

esperança e a memória.

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ave pousada

Ave pousada
22 / 01 / 26

Há um silêncio de
ave pousada no
poema,

uma figura imóvel ao
vento, um vento sem
presença.

Há um silêncio de
pedra inerte na
paisagem,

uma presença imóvel
como uma ave
pousada.

Um mergulho no
vazio da segunda
infância.
 

 

terça-feira, 28 de julho de 2026


 

Assim o instante

 

21 de junho de 2024

 

Assim o instante

Para ser lembrado

Poema dos jardins

Imaginados nas

Sombras das casas

Nas horas ribeirinhas

Nas marcas do tempo

Na comunhão com

Pássaros e homens

Na travessia pelo

Deserto ou pelas

Florestas, na batida

Do coração entre

Uma canção e outra

Na memória do beijo

Ou no toque na pele

No tempo do encontro

Ou no silêncio de

Estar só; nas horas

Retidas nas réstias

Do espelho ou no

Horizonte e nas nuvens

Assim, o instante

O prêmio, o adjetivo

O apreço que nos

Completa, onde no

Beijo nos tornamos

Anjos e seus repousos

quarta-feira, 8 de julho de 2026

 Entre o presente e o amanhã.

27 de junho de 2026 

 

Entre o presente e o amanhã,

o que existe é o dia de hoje

desde o amanhecer até o    

                            anoitecer.

 

Entre o depois e o nunca, o

que nos resta é a fadiga da

espera entre sonhar e

                             acontecer.

 

Entre o que está nos planos e

o que acontece, está a crença 

do que ainda pode ser.

 

Entre o sempre e o nunca, o

que nos impele ao voo são as

asas de aves que ainda estão

                              por nasce