quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ave pousada

Ave pousada
22 / 01 / 26

Há um silêncio de
ave pousada no
poema,

uma figura imóvel ao
vento, um vento sem
presença.

Há um silêncio de
pedra inerte na
paisagem,

uma presença imóvel
como uma ave
pousada.

Um mergulho no
vazio da segunda
infância.
 

 

terça-feira, 28 de julho de 2026


 

Assim o instante

 

21 de junho de 2024

 

Assim o instante

Para ser lembrado

Poema dos jardins

Imaginados nas

Sombras das casas

Nas horas ribeirinhas

Nas marcas do tempo

Na comunhão com

Pássaros e homens

Na travessia pelo

Deserto ou pelas

Florestas, na batida

Do coração entre

Uma canção e outra

Na memória do beijo

Ou no toque na pele

No tempo do encontro

Ou no silêncio de

Estar só; nas horas

Retidas nas réstias

Do espelho ou no

Horizonte e nas nuvens

Assim, o instante

O prêmio, o adjetivo

O apreço que nos

Completa, onde no

Beijo nos tornamos

Anjos e seus repousos

quarta-feira, 8 de julho de 2026

 Entre o presente e o amanhã.

27 de junho de 2026 

 

Entre o presente e o amanhã,

o que existe é o dia de hoje

desde o amanhecer até o    

                            anoitecer.

 

Entre o depois e o nunca, o

que nos resta é a fadiga da

espera entre sonhar e

                             acontecer.

 

Entre o que está nos planos e

o que acontece, está a crença 

do que ainda pode ser.

 

Entre o sempre e o nunca, o

que nos impele ao voo são as

asas de aves que ainda estão

                              por nasce

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

 

 Silêncio


 

 
Silêncio 
19 / 01 / 26 

Onde o silêncio seja

um retorno à poesia

interior,

 

uma escrita no ritmo do

coração,

 

surge ali um mergulho

na primeira infância.

 

Toda saudade arde no

silêncio.

 

Toda palavra se encerra

às margens do silêncio..

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

 

A que pertence?



 



A que pertence?

 05 / 01 / 26

A que pertence a palavra lembrança?

- À memória de um rio de águas

rasas, levando os nomes,

os lugares e os amores

antigos e esquecidos?

 

A que pertence a palavra vida?

-  À escrita de um diário

cujas páginas guardam

letras e signos,

segredos e desejos

antigos e esquecidos?

 

A que pertence a palavra poema?

- À permanência e à ausência,

entre verdades e mentiras,

entre versos e metáforas,

em um livro escrito nas

nuvens?

 

A que pertence a palavra morte?

- À certeza de um piscar de olhos.

Num instante o que era para ser

permanência do sonho, passa a ser

a vertente do sono, um sono sem

memória.

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 As palavras e as coisas

 


As palavras e as coisas

05 / 01 / 2026 

A que pertence a palavra lembrança?

- À memória de um rio de águas

rasas, levando os nomes,

os lugares e os amores

antigos e esquecidos?

 

A que pertence a palavra vida?

-  À escrita de um diário

cujas páginas guardam

letras e signos,

segredos e desejos

antigos e esquecidos?

 

A que pertence a palavra poema?

- À permanência e à ausência,

entre verdades e mentiras,

entre versos e metáforas,

em um livro escrito nas

nuvens?

 

A que pertence a palavra morte?

- À certeza de um piscar de olhos.

Num instante o que era para ser

permanência do sonho, passa a ser

a vertente do sono, um sono sem

memória.