segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 Ouvir

Ouvir

04 de janeiro de 2025 

 

Ouvir tambor e flauta

no movimento

da rosa dos ventos.

 

Ouvir o som de clarinete

no movimento

dos ponteiros do relógio.

 

Ouvir as cordas do violino

no movimento das águas

do pensamento.

 

Ouvir as notas da canção

no movimento

da batida do coração.

 

Ouvir as vozes da memória

no movimento

dos sinos de outrora.

 

Ouvir as letras do poema

no movimento

da caneta sobre o papel.

 

Ouvir o som da infância

no movimento

dos pássaros no jardim.

 

domingo, 6 de setembro de 2026

Nascer estrrelas

  

Nascer estrelas 

22 de agosto de 2026 

 

O que espero contemplar

ou o que espero admirar

 

são as marcas, os sinais,

a luz, o lume e a sombra

 

do que não cabe na palma

da mão, no peso do corpo,

 

e na ausência da palavra:

 

algo como nascer estrelas

entre as margens do poema.

 

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

 
O que nasce da caligrafia 

O que nasce da caligrafia

22 DE AGOSTO DE 2026 

O que nasce da caligrafia

são as linhas da invenção,

 

no curto espaço entre o lápis

e o papel, entre o gesto e a

 

história, entre o que se pensa

e o se torna mineral, entre o

 

esforço e a faina, no risco dos

sinais, na sombra do desenho

 

e do arabesco, entre o que se

deseja eternizar e o que se

 

consegue, às margens do

verso e as linhas do poema.


 

sábado, 22 de agosto de 2026

 Quando digo poema


( DO MEU LIVRO: MEU POEMA É QUANDO )

22 janeiro 2022

Quando digo poema,

digo amor,

digo fé,

digo isto e aquilo,

digo tudo e quase nada,

digo estou aqui,

digo venha me conhecer.

 

Digo que o poema deve permanecer.

 

Quando digo poema, digo que a esperança dever continuar.

 

Digo que aprendi a colher frutos desde cedo,

digo que aprendi a buscar flores por entre pedras,

digo que aprendi a nomear coisas esquecidas.

 

Quando digo poema,

digo que preciso continuar a regar o jardim,

digo que aguardo

a luz,

a sombra,

a janela,

a fresta.

Digo que, desde manhã,

aguardo  o sinal aberto

de tua chegada.


 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Poeta 

 Poeta

Escrito em 17 de julho de 1994

Reescrito em 10 de agosto de 2026

1

Um manancial de

estrelas te aguardam.

 

Não te entregues aos

teus sentidos vãos.

 

Tua redenção está no

sonho, no corpo, e

mesmo na fome dos

pássaros.

 

Semeia amparos e teu

rosto será uma máscara

de um breve canto

espalhando palavras

ao vento.

 

2

Tua jornada é uma

escada para a fábula.

 

Um caminho que saúda

tua sombra de pedra e fogo.

 

Possuis as margens de

um rio que corre entre a

esperança e a memória.