domingo, 18 de outubro de 2026

 

Cada flor carrega em si um

favo de mel.


 Poema

06 de outubro de 2026 

 

Cada flor carrega em si um

favo de mel.

 

Cada olhar carrega em si uma

ternura contida.

 

Cada janela abre-se em paisagem.

 

Cada verso está imerso nas

veias do desejo.

 

Nossa condução é de buscar

amparo no suprimento de

vozes da memória.

 

O desapego não é real, ainda

mantemos a herdade, as veias 

e as réstias da esperança.

 

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

 

Ave pousada

22 / 01 / 26 

Há um silêncio de

ave pousada no

poema,

 

uma figura imóvel ao

vento, um vento sem

presença.

 

Há um silêncio de

pedra inerte na

paisagem,

 

uma presença imóvel

como uma ave

pousada.

 

Um mergulho no

vazio da segunda

infância.

 

 
 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

 Vamos deixar florir

 

Vamos deixar florir

21 / 01 / 25 

 Vamos deixar florir, aflorar

o dia, florir as horas, florir

a noite; florescer as plantas

do jardim, florescer em nós

os diálogos, enflorar o que

tiver nos vasos e na mesa,

vicejar o pé de romã e o de

acerola; enfeitar o dia com

pétalas de rosas e jasmim.

Vamos deixar desabrochar

flores na janela, frutificar novas 

palavras no poema, evoluir em

abraços e apertos de mão,

prosperar no amor e na

amizade; desenvolver verbos

suaves nos encontros;

enflorar onze-horas nos muros

e calçadas. Vamos deixar 

florescer o que nos alegra e

elevar as vozes em cânticos,

nutrindo a luz e a gratidão.

 

 Tempo de apreciação

 

Tempo de apreciação

11 / 01 / 25 

 

Cultivo o tempo de apreciação.

 

No jardim, sombras para sabiás, canários e sanhaços.

 

Bem-te-vis cantam livres na copa das árvores.

 

Rolinhas e pardais felizes se alimentam no 

comedouro de aves.

 

Existe um canto para flores, outro para 

hortelã e ervas de gato.

 

Há um espaço para apreciar estrelas, outro 

para que a lua banhe o corpo do cão.

 

Tudo tem um endereço certo. As janelas 

estão abertas para a apreciação e a gratidão.

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 Ouvir

Ouvir

04 de janeiro de 2025 

 

Ouvir tambor e flauta

no movimento

da rosa dos ventos.

 

Ouvir o som de clarinete

no movimento

dos ponteiros do relógio.

 

Ouvir as cordas do violino

no movimento das águas

do pensamento.

 

Ouvir as notas da canção

no movimento

da batida do coração.

 

Ouvir as vozes da memória

no movimento

dos sinos de outrora.

 

Ouvir as letras do poema

no movimento

da caneta sobre o papel.

 

Ouvir o som da infância

no movimento

dos pássaros no jardim.