sábado, 6 de junho de 2015

Gratidão. Poema e pintura



                                          Pintura sobre papel A4. Ano:200
Gratidão

06 / 6 / 2015

Sinto falta de escrever um poema. Qualquer coisa.
Mesmo que seja um verso para dizer: Estou vivo!

Nunca pus um fim na palavra amor,
porque a esperança nunca morre.
Está na respiração,
está em cada passo e mesmo
nos degraus deste templo,
nas pedras em que pisamos,
nas sombras que deixamos de notar, 
por ser tão intensa a luz diante do altar de Deus.

Existem tantas coisas para serem lembradas com ternura,
Guardadas a tantas chaves quantas possíveis.
Seguras no lugar único onde podemos dizer: Sou grato!

E por saber que existo por um milagre,ser grato é minha redenção

domingo, 10 de maio de 2015


Para que serve um poema?
17 / 4 / 2015

Para que serve um poema?
Para que serve uma árvore?
Para que serve uma nuvem?
Se tudo caminha para um fim?

Mas qual é o fim? – Um buraco negro, 
ou a luz do paraíso?


Esqueçamos o fim. O milagre está no agora. 
Porque, no poema, 
estou sempre alçando meu voo; 
e nos versos de nossa canção, 
tecemos nossas vestes de eternidade!







Página de meu livro de colagem de 2013. outubro de 2013.

sábado, 18 de abril de 2015

O  poeta em doze meses.

16 Abril de 2015

Entrou em janeiro de portas abertas;
em fevereiro andou no ritmo das horas festivas;
Para março reservou sua melhor história de amor;
No mês de abril colheu as últimas frutas do quintal. Era outono.
Em maio desocupou espaço para preenchê-lo com novas palavras;
Para junho alugou uma casa de campo para apreciar os pássaros;
No mês de julho, saiu para conquistar novos horizontes;
Já em agosto, se acomodou nas sombras do inverno;
Em setembro sentiu que poderia amar novamente. Era primavera.
No mês de outubro sonhou que era criança;
Em novembro, chorou ao lembrar dos antigos;

Em dezembro fez um reforço na esperança 
para que ainda houvesse portas em janeiro. Já era verão.


sábado, 21 de março de 2015

Romeu e Julieta - 1985. Tamanho A4 -

Poema 2015 / 3

15 Jan. 2015 – Ubatuba

Enquanto escrevo estas linhas,
refletidas nelas estão outras linhas
de outras infâncias.

O que no poema não está,
encontra-se preso 
nos canteiros do coração.


O que o verso não diz, 
escrito está nos vazios entre as palavras.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015



Lembrando você. 1976 - desenho sobre papel - lápis de cor, giz de cera, caneta esferográfica. Tamanho - Folha A4.

Poema: 

Pertences

13 Jan. 2015 – Ubatuba

Que parte da palavra me pertence?
A que parte do poema pertenço?

Em que endereço estão meus versos?

São tantas as vertentes.
São tantos as esquinas.
São tantos os esquecimentos!

São tantos os dias vazios – o poema não nos visita.

São tantas as coisas que de fato não nos pertencem.
Porém,
são tantas as coisas que sempre nos pertenceram.

Eu.

eu, de fato, pertenço ao tempo único de nossa canção.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quadro feito por mim de novembro a dezembro de 2014. título: "Sonho possível" - Colagem sobre tela de 50 x 40 cm.



Poema 2015 / 2

Celeste

14 Jan. 2015 – Ubatuba - SP - Brasil

Depois do banho, seu cabelo
se enrola em espiral na nuca,
como uma cifra, uma clave de sol,
e nossa canção prossegue
num beijo suave seguido de
sorrisos.

Basta o momento para o poema
Prosseguir.

Basta o adereço inesperado
para surgir a canção
que nos conduz ao céu

          que nos pertence.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015



O poeta está sempre renascendo - Colagem e guache sobre papel - 1998 -



Poema 2015 / 5 - 22 jan. 2015.

O poeta está sempre renascendo

O poeta está sempre renascendo.
Há nele um fermento novo, um adubo,uma terra fértil, uma intenção,uma palavra no cio.

O poeta está no seio das coisas
imaginadas por aves em pleno voo.
O poeta está ainda nos frutos da infância, nos acenos dos antigos.

Ainda nas cortinas da invenção,
de janelas abertas.Um manancial
de sílabas retidas até o momento
da floração!

Uma água que corre nos adjetivos das canções.Tece nos barulhos do verso as amarras e o som de uma nova estação sob as bênçãos do arco-íris.

O poeta, no que fica e no que vai, na batida das horas, nas lembranças do amor e no silêncio do descaso, nisto e em tudo,

constrói os alicerces do poema,
o poema que completa o dia. Eu falo do poema, daquele que enche tua alma de coisas já esquecidas.


José Benedito Maciel