domingo, 20 de julho de 2025


 

 

Poema

04 de julho de 2025 

Porque escrevo, hoje faço de 

meu dia uma memória.

 

Escrevo poemas e leio

poemas.

 

Sou feito de letras e de

esperas.

 

Sou completo na veia do verso

amigo.

 

Meu nome pulsa na pele e na

alma.

 

Existo, e por existir, alcanço

estrelas.

 

Possuo um endereço em um

livro aberto,

 

e nele há uma anotação onde

se lê: foi poeta!

 

quinta-feira, 10 de julho de 2025


 

Busca

8 de julho de 2025

Busco estrelas pelos vãos

entre as folhagens na varanda.

 

Procuro palavras nos

entremeios do silêncio.

 

Tudo é procura, nas letras da

canção e nos gestos das mãos

sobre o papel em branco.

 

Tudo é esperança, no silencio

entre um verso e outro, nas

letras do nome e no ritmo do

andar sem pressa.

 

Tudo é desejo, tudo é espera

e sonho, na luz das estrelas

distantes e no corpo que pede

outro corpo entre nuvens e a presença de palavras suaves.

 

domingo, 22 de junho de 2025

  Meu tamanho do mundo

 


Meu tamanho do mundo

não cabe nas linhas

deste poema.

 

O tamanho da alegria

são notas sonoras

de uma antiga canção.

 

A dimensão da esperança

medimos pelas pétalas

das flores que admiramos.

 

O tempo do poema é quando

o silêncio é tal que

ouvimos as aves

que já se foram.

 

Meu assombro é que

o poema se

alimenta, algumas vezes,

de vozes que já se calaram.

11 / 04 / 23