segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

 

 

ESCREVEREI AINDA

Poema 2024 / 16

17 / 02 / 24

 

ESCREVEREI AINDA

 

Escreverei ainda, e

a leveza do pássaro

estará presente

na escrita, onde

a palavra asa

tem um significado

mais leve que o

breve respirar.

 

No poema, um

som vindo da

infância me alcança.

Escreverei ainda

o teu nome para

me fazer presente.

 

Escreverei ainda

e serei contador

de uma história

onde minhas

histórias estão

ao lado da tua;

onde se você

estiver presente,

também estarei

            presente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poema 2024 / 17

23 / 02 / 24

 

AGORA NO VERÃO

 

Agora em fevereiro, em pleno verão,

é possível dizer de maneira poética:

- quando a primavera chegar.

Talvez, na primavera, seja possível

desejar o verão e seu calor

e seu desconforto e sua luz

e suas águas.

 

Hoje, talvez, seja capaz de misturar

alguns versos com uma canção

dos anos setenta e ainda sonhar

que seja moço e seja possível

o amor e seus sorrisos.

 

Talvez, agora no verão seja capaz

de alcançar horizontes

e o barulho de aves na janela,

e dizer que quando o poema

vier, direi coisas que só na primavera

possam ser decifradas.

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 27 de janeiro de 2024


 POEMA

Poema 2024 / 13

27 / 01 / 24

 

TEREI AINDA

 

Terei ainda o prazer

por um momento

mágico, um instante,

um encontro

com as letras,

com o verso,

num breve poema.

Um poema para

a leitura da alma;

um verso para

lembrar o amor,

palavras que façam

nascer nuvens

no horizonte e

e águas no

Pensamento.

Terei ainda o adjetivo,

o advérbio e

os emblemas da

tarde, da noite;

e os predicados

de cada manhã,

nas margens

deste e de outros

poemas; e neles

uma imagem

nítida, bela e viva:

você sorrindo

e me acenando.

 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

 

 


ROSTOS E GESTOS

Poema 2024 / 11

18 / 01 / 24

 ROSTOS E GESTOS

 Poema escrito em 27 / 09 / 1993.

 Talvez a existência de jornadas

antigas estejam florindo em nós.

 

Na rota de todos nossos dias e

anos existem rostos e mãos que

nos tocaram, e outras que nunca

vieram ao nosso encontro.

Rostos que sorriram e outros que

silenciaram. Pés que caminharam

juntos aos nossos, outros que nos

seguiram, outros que distanciaram,

nos alcançam, como aves, às vezes.

Marcamos nossa rota, na presença

do tempo, na retina da multidão e no

voo de patos selvagens na tarde.

 

A existência de rostos e gestos

brotando na memória prossegue.

Sob os tropeços desde a aurora,

cavalgamos o tempo como

navegadores na descoberta.

Os dias são repletos de vozes,

as noites repletas de mistérios, e

a jornada é cheia de surpresas.

Vejo a força do vento e o mistério

se multiplica. Prosseguimos!

 

Meu poema é um rio de luar,

cuja ponte é um raio de metal.

Sou feito de alma e sementes.

Pés que caminham sonhos,

mãos que buscam flores e

um coração que anseia amor.