sábado, 28 de setembro de 2024

 Viemos desde a manhã

 


Viemos desde a manhã

11 de setembro de 2024

 

 Viemos desde a manhã

Aguardando pelas estações

Da esperança, como quem

Aguarda o sabor do vento.

 

Viemos pelas estações do dia.

Nele estamos incompletos,

Falta ar para as asas.

Sentimos a pele nua.

 

Viemos pelas estações da memória.

Nela ainda cultivamos

Sementes de fé e coragem.

Somos barcos e seus remos.

 

Viemos pelos dias da infância.

Partimos nesta viagem conduzidos 

Pelas mãos de nossos pais.

Viemos por nosso baú de esperança.

 

Viemos pelo suprimento de vozes.

Palavras reservadas para este e

Outros poemas. Acenos e vozes

Nos labirintos do esquecimento.

 

domingo, 22 de setembro de 2024

 O mundo que aprendi

 



 

O mundo que aprendi

 5 de setembro de 2024

 

O mundo que aprendi na infância

Foi um mundo de aves, peixes,

Cobras, mata, sustos e inocência.

 

As marcas que adquiri na vida

Foram lições obtidas nos sustos,

Nos cortes e arranhões na pele,

Marcas nos ossos e na alma.

 

Os horizontes que alcancei

Foram chancelas das distâncias

Imaginadas desde menino.

 

Em tudo, fica a certeza, pelo

Que a vida nos reserva;

Pelos dias mais curtos,

Pelas noites mais longas,

Pelas palavras escassas,

Pelo silêncio que pesa,

Pelos hiatos nas palavras

Do diário e suas escritas,

Pela vaga, pela ausência,

Pela pessoa esquecida

Nos baús da memória.

 

sábado, 14 de setembro de 2024

 


 Viemos desde a manhã

 11 de setembro de 2024

 

Viemos desde a manhã

Aguardando pelas estações

Da esperança, como quem

Aguarda o sabor do vento.

 

Viemos pelas estações do dia.

Nele estamos incompletos,

Falta ar para as asas.

Sentimos a pele nua.

 

Viemos pelas estações da memória.

Nela ainda cultivamos

Sementes de fé e coragem.

Somos barcos e seus remos.

 

Viemos pelos dias da infância.

Partimos nesta viagem conduzidos

Pelas mãos de nossos pais.

Viemos por nosso baú de esperança.

 

Viemos pelo suprimento de vozes.

Palavras reservadas para este e

Outros poemas. Acenos e vozes

Nos labirintos do esquecimento.