quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

 

Poema 2022 / 2

7 janeiro 2022

 

O primeiro encanto,

meu primeiro poema,

foi quando a professora

fez mágica com as letras,

aquilo foi a primeira poesia

que me lembro.

Não me lembro

da professora, de seu nome,

nem da cor de seu cabelo,

de nada, mas da mágica

das letras, isto me lembro.

Também foi quando

a aritmética fez o que

parecia ser bonito

ao somar 1+1;

foi quando a geografia

fez surgir outras terras

além das fronteiras

que nem sabia que existiam.

 

O segundo encanto,

agora a poesia assume construção,

foi quando você surgiu

na minha paisagem e

naquele momento soube

que a conhecia antes de vê-la.

Foi quando soube

que toda poesia residia

em vê-la feliz em meus sonhos .

Então o poema tornou-se concreto,

construído com o leve toque

de suas mãos; com um breve sorriso seu.  

Ali estava toda mágica que

a gramática, a aritmética, 

e a geografia me encantaram

desde o início.


 


Poema 2022 / 1

5 janeiro 2022

Peço.

Os ouvidos querem música,

a alma quer poesia,

a vida pede esperança,

os dias pedem luz.

 

O poema pede flor.

 

Eu. Eu peço o privilégio de acreditar.

Peço um pouco de paciência.

Porque, às vezes,

temo o silêncio como resposta.


sexta-feira, 6 de agosto de 2021




Poema 2020 / 1

14 / 03 /2020

 

Ainda busco os exercícios da salvação.

Reflito sobre o caminho e o espanto das esquinas.

Ainda não sei o que esperar de uma flor que aparece no poema.

Decidi fincar minha palavra nos teus canteiros para encontrar ali a minha remissão.


sexta-feira, 30 de julho de 2021

 


                                               Desenho meu de 1974

Poema 2021 / 7

25 / 07 / 21

Há muitas maneiras

de se ler um poema,

do início ao fim,

do fim ao início,

do meio ao fim,

do fim ao meio;

ou nem ler:

apenas observar

as palavras,,

seus desenhos,

suas palpitações,

suas sombras,

e adivinhar o que

está escrito;

porque o poema,

não diz tudo,

diz quase nada

da dor,

das dúvidas

e da esperança

de quem escreveu.


sábado, 24 de julho de 2021





Poema 2021 / 7

22 / 07 / 21

Disse o poeta: misturo poesia

com a realidade, e a vida me foi melhor.

 

Disse a mim mesmo: Meus

pés seguem passos antigos,

em mapas desfeitos,

em desenhos com defeitos,

em cores com gestos rarefeitos.

 

Vivo em construção,

um verbo que não silencia,

um aceno como de menino,

um olhar como de aprendiz,

um gesto como de busca.

 

Meus olhos procuram,

outros recantos,

outros encantos.

 

Poucos encontros,

poucas clarezas,

raras certezas

regem a esperança.

 

Preciso de poesia,

como um bálsamo,

uma cura,

para manter a

esperança. 

segunda-feira, 19 de julho de 2021


 

Poema 2020 /8

14 / 09 /2020

 

VOU ESQUECER A PANDEMIA

 

Vou esquecer a pandemia,

vou caminhar como quem procura a alegria,

de braços abertos,

de passos leves,

de cabeça erguida.

 

Vou esquecer a tristeza,

Vou buscar novos ares,

Novas palavras,

Um novo intento,

Uma razão para viver sem medo,

 

Vou percorrer os acordes da esperança,

Vou ser poeta mesmo em dias tristes,

Ser amigo de mim mesmo na busca pelas letras de minha canção.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

 


Quadro feito em colagem de papel sobre madeira, medindo 93cm x 50cm, Junho de 2021

17 / 05 / 21

No poema

tem que se abrir outras portas,

outras janelas.

Uma só janela não basta.

 

Uma janela por onde se vê o a rua,

de onde o vento entra como amigo,

uma porta por onde a chegada é uma surpresa,

e de onde a partida é descoberta.

 

Nuvens nos surpreendem,

pássaros nos surpreendem,

pessoas nos surpreendem,

a chegada surpreende,

a partida nos comove,

o amor nos acolhe.

 

No poema,

outras histórias

acontecem,

porque uma só história

nesta janela

não nos basta.