Desenho meu de 1985.
O poeta em doze meses.
para que ainda houvesse portas em janeiro. Já era verão.
Desenho meu de 1985.
O poeta em doze meses.
Escrito em 09 de junho de 1972 / repensado e reescrito em 03 de maio de 2021.
Senhor, fazei com que eu seja digno daquilo que me deste!
Que eu seja grato pelo que fizeste por mim.
Que eu reflita na vida um olhar doce e tranquilo.
E mesmo quando todos me deixarem,
mesmo no mais audaz dos sofrimentos,
que eu não esqueça nunca de ser o que sou,
e de estar em constante guarda de mim mesmo.
Que sejam humanos todos meus possíveis atos.
Que eu esteja sempre alerta para a paz.
Fazei que mesmo quando na maior vitória, eu seja humilde.
Que eu seja pequeno - mas que nunca me perca.
Que eu seja grande - mas que ignore a grandeza.
Para que eu multiplique o amor,
no mais sublime sentido de amar,
amar a mim mesmo, amar meus irmãos
e acima de tudo amar a ti, pelo que fizeste de mim.
Poema 2021 / 3
17 / 04 / 21
Ainda
estou aqui.
Estou
diante do céu,
diante
do mar,
diante
de Deus.
Estou
diante do sonho,
diante
do riso,
diante
do choro,
diante
do homem.
Ainda
estou aqui,
diante
da crise,
diante
da dor,
diante
do silêncio,
diante
do nada,
diante
de tudo.
Ainda
estou aqui.
diante
deste caminho,
diante
deste dia,
diante
do amanhã,
diante
do milagre.
Enquanto
nada acontece,
tudo acontece
porque ainda estou aqui.
Poema 2021 / 1
09 / 02 / 21
Ainda estou
aqui.
Ocupo meu
lugar
no presente
Cada dia é
um milagre,
um caminho
de acordes,
recordes
de dias
antigos,
de dias
futuros,
de palavras
e acenos
de outrora;
de coragem,
de reflexos
do ontem
e do amanhã.
Uma razão
para viver.
Amar, porque
ainda estou
aqui,
mesmo em
dias tristes,
em dias de
poeta,
em dias de
remissão,
em dias de
busca,
encontro uma
semente,
uma semente única.
Sonho
horizontes
sem voar.
Enquanto
nada
acontece,
tudo
acontece.
SE DESEJASSE
onde a brisa brincasse
com a pele,
iria para abril.
Se desejasse uma tarde
onde o céu fosse todo azul,
viria para agosto.
Se desejasse uma noite
onde pudesse abraçar
as estrelas,
iria para junho.
Se desejasse um novo dia
onde pudesse reencontrar
nossa canção
voaria para setembro,
onde os barulhos das aves
se misturam aos adjetivos
da esperança.
28 / 8 / 16
Poema 2020
/9
26 / 10
/2020
TABATINGA-
Celeste e eu
a sós na casa.
Uma tarde de
vento fresco.
Falta ânimo
para ir à praia.
Pássaros
fazem seus barulhos na vizinhança.
O dia é de
descanso – de espera.
Espera do
ânimo
– Espera de
coragem.
Um tempo
para reflexão
– Pensar
pouco.
Melhor não
pensar em nada.
Pensar é
perigoso
– Nada é
urgente.
Busco coisas
antigas em cadernos antigos.
Encontro.
- coisas de
poeta.
Poema 2020 /
13
03 / 12
/2020
Celeste
animada, pinta a parede: é dezembro.
A cor é
gelo, para uma sala clara.
No jornal
espalhado no chão, Entre pingos de tinta, leio:
“Quando
penso em levantar a taça, fico arrepiado.”
Na minha
mente, leio:
“Quando
penso em escrever o meu melhor poema, fico arrepiado.”
O dia é de
descoberta.
Encontro o
nome da poeta C. D. Wright.
Leio um
poema seu
Levo um
coice no peito com suas palavras.
Depois, me
levanto, crio asas e me torno invisível.
* Carolyn D. Wright (January 6, 1949 – January 12, 2016)