sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que me faz ser poeta.
páginas de meu livro de artista de 2013. Colagem e guache.Setembro 2013

O que me faz ser poeta.
Outros poetas me fazem poeta.
Outros poemas me fazem poeta.
Quando ouço o som de uma palavra bonita, penso em ser poeta.
Quando vejo uma palavra bonita, digo: – “sou poeta.”
Quando um pássaro canta numa árvore próxima, digo: “ –quero ser poeta.”
Quando ouço a voz da amada, sinto ser poeta ouvindo o som do chamado.
Memórias e invenções me fazem poeta.
As canções que me fazem feliz me ensinam a ser poeta.


Garimpo as palavras para encontrar o interior do poema.
Um poeta está sempre escrevendo novas páginas, mesmo que não sejam palavras.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Oração de artista - 26/03/2012

Que o poema e as cores cheguem de surpresa,
como aves que pousam no quintal.

Que a composição seja colorida,
e os contornos dos desenhos, suaves;
fortes, às vezes;
e os poemas, uma extensão do meu sonho de homem.

Que venham folhas e mais folhas, papéis
azuis, rosas, verdes, amarelos, vermelhos;
e  tintas, e que eu saiba onde colocar cada
pedaço, cada pincelada, para, assim, ter
alegria no fim da peça acabada.

Que do arranjo das formas e das cores,
possam surgir, aqui e ali, casinhas, círculos,
sombras, frutos, aves, triângulos amorosos,
quadrados cheios de graça e linhas que
cortem o pensamento ao meio, ou sejam
como acenos da infância.

Que em todos os dias, surja uma nova ideia;
um risco uma forma - uma busca e a
alegria da obra sonhada.

E no fim, na assinatura, o namoro, o
apreciar e a palavra final: benditas as horas
e os momentos de meu tempo mortal.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

                                            Visão de poeta - ano 1990 - lápis de cor - folha A4

" A Alma é um barco movido por vento, por sopro, um intento de se alcançar estrelas. Um braço na mercê da aragem. " 15 / 05 / 2009 

terça-feira, 14 de outubro de 2014





Voo do beija-flor - 1976 - Tamanho folha A4 - lápis, caneta e guache sobre papel.


POEMA 2014 / 14

Poema

06 / outubro / 2014

As palavras de janeiro,
Os emblemas de fevereiro,
As frases ditas em março,
Os poemas para abril,
Os versos escritos em maio,
Os papéis de junho,
Os adjetivos de julho,
O silêncio de agosto,
As esperanças de setembro.
As novidades de outubro,
Os advérbios de novembro
E as festas de dezembro
São os ecos da linguagem,
Os adjetivos e os alaridos

De nossa canção.

quarta-feira, 9 de julho de 2014


OUTONO 
Foto de minha autoria por celular Samsung.  junho 2014.



POEMA 2014 / 11
08 / 4 / 2012 - 13 / 5 / 2014

OUTONO

Agora que a última goiaba caiu,
que as pitangas já estão escassas
e que as águas de março nos deixaram,
agora que as águas esfriam
e o horizonte esfumaça,
que as manhãs nos convidam
a palavras mansas,
venha comigo ouvir versos de amor
nestas ultimas palavras

ainda de aprendiz.

sábado, 10 de maio de 2014


POEMA 2006 / 5

I - Lavar a alma
Na poesia de tua presença.

Lavar as mãos
Nas águas de tuas rosas.

Molhar os pés
Nos jasmins de teu banho.

Lavar os olhos
Nos colírios de teu sorriso.

Ter os lábios
Úmidos pelas letras de teu nome.

II – Minha a candura
Pelas flores de tuas
Quatro estações.

Minha a invenção
De cativar as sílabas
De teu hálito.

III – Imitar a lavagem,
Como os pássaros na chuva.

Um banho, um mergulho
Dentro da luz que avança;
O amor. Não o fim,
Mas o início de
uma nova primavera.
Monotipia sobre papel A4 - ano 2000 - 

sexta-feira, 2 de maio de 2014


Mensagem de amor - monotipia sobre papel A4 - ano 2000

Mensagem de amor.

Enviar uma mensagem de amor.
Realizar as promessas do ano que passou.
Plantarei uma árvore neste ano?
Trilharei o caminho do justo? Como?
Os dias têm a duração de um sonho.
O sol gira e a lua se foi. Estou calado.
- Onde está a mensagem?
- Qual a promessa que fiz? - Já esqueci!

Talvez, ao ler a palavra pássaro, eu
possa ir onde queira. Talvez, ao
silenciar o meu desejo, me torne mais
humano! – Ou menos! A perda é grande.
Coisa triste: silenciar o amor.
Flores nascem, frutos chegam.
Sementes secam. Ainda sonhamos.

O mesmo som de trovão de quando era
menino. O som do medo. Lembro do
tempo da simplicidade. Era um tempo
para sonhar. Havia minha mãe. – Disse
a ela: - mãe eu te amo ? Se não disse,
como viver com tamanha saudade e
culpa! Na minha idade, não silenciar o
amor, eis o segredo. Caminho a jornada
de todo homem. Ainda sonho o sonho
dos inocentes. Enviarei uma mensagem
de amor. Estou aqui! Aguardo. Ela virá?
- Quem, a felicidade? – Estarei
preparado? Sorrirá ela, ao chegar!
- O que direi?

Estou ainda na trilha dos antigos. Tudo
passa. Fica a memória. Ainda enviarei
uma mensagem de amor.
– Conseguirei manter acesa esta chama?
Certamente estarei preparado se enviar
ao menos uma mensagem de amor.

02 janeiro 2010.